Revolta das ruas contra a TV Globo

Revolta das ruas contra a TV Globo

 
Do sítio da União da Juventude Socialista (UJS):

 
Nesta quinta (12), mesmo dia em que se realizara a greve nacional, a população aproveitou o ensejo das mobilizações para pedir também pela democratização dos meios de comunicação. E uma das maneiras encontradas para fazer essa reivindicação foi protestar em frente a um dos grandes monopólios da mídia brasileira: a Rede Globo.
Durante o dia, cidades como Bahia, Belo Horizonte, Belém, Aracaju, Rio de Janeiro, Porto Alegre e São Paulo fizeram atos em frente às sedes da emissoras. Na Bahia, cerca de mil baianos ocuparam a TV Bahia – afiliada da Globo – logo às 5:00 da manhã. No protesto, o refrão ecoado já é bem conhecido pelo povo de lá: “TV Bahia – Uma mentira todo dia”.
No começo da noite, foi a vez da capital paulista mandar o recado à rede da família Marinho.
Os manifestantes se concentraram na Praça General Gentil Carvalho, zona sul, e seguiram trajeto pela Avenida Luis Carlos Berrini, até chegar em frente à Rede Globo.Já à tarde, centenas de porto-alegrenses fizeram um escracho conta da Rede RBS- afiliada da Globo.
Na porta da emissora foram jogadas fezes de porcos, seguidos das palavras de ordem “Bosta para uma mídia de bosta”, e com cartazes “Lixo no lixo”. “A mídia é do povo” foi outro eco na voz dos manifestantes, que batucavam pedindo “Abaixo a RBS”.
Além de muitas palavras de ordem contra a emissora, o grupo também chamou a atenção por conseguir interromper o principal jornal da cidade – o SP TV 2ª Edição. Enquanto apresentava o telejornal, o apresentador Carlos Tramontina foi surpreendido por uma luz verde sobre seu rosto.
Porém, o que chamou mais a atenção não foi a luz verde sobre Tramontina, e sim a nota que o âncora soltou logo no começo do jornal. Em um curto espaço, ele comunicou o que estava acontecendo lá fora.
“Um grupo de cerca de 400 manifestantes está fazendo, neste momento, um protesto contra a TV Globo, no bairro do Brooklin. O grupo se reuniu numa praça, na zona sul da cidade, e está caminhando pela Avenida Luis Carlos Berrini, em direção à emissora.”, resumiu.
Em seguida, relatou as reivindicações do protesto. “Os manifestantes pedem a democratização da mídia, e a revisão das concessões de tv, gritam palavras de ordem contra a emissora e fazem discurso. A manifestação é pacífica.”, conclui o apresentador.
Enquanto isso, lá na rua, os manifestantes realizavam atos simbólicos. Um deles foi usar adesivos para trocar o nome da placa ponte Estaiada Octavio Frias de Oliveira por jornalista Vladimir Herzog – torturado e morto pela ditadura militar, em 1975.
No prédio da Globo, os manifestantes conseguiram ainda fazer uma projeção de letreiros com as frases: “Globo Mente” e “Globo Sonega”.
Como resultado do protesto, na página do ato, no facebook, os participantes apontaram a ótima experiência que tiveram e já tentam convocar mais um grande ato contra a emissora.
“Foi um enorme sucesso, foi de um simbolismo inacreditável, parabéns a todos. É o momento de aproveitar o frissom que as imagens e vídeos do primeiro ato estão causando, principalmente aqui no Facebook, e chamar o segundo.”, relatou o jornalista Lino Bocchini, presente no ato.
Detalhe: Embora Carlos Tramontina tenha enumerado apenas 400 pessoas no ato, a estimativa é que bem mais de mil manifestantes se juntaram ao ato.
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