Centrais sindicais avaliam dia 11 e fixam calendário de protestos

Após a mobilização de milhares de pessoas em todo o país, o movimento sindical organizado avaliou positivamente o dia de greves, mobilizações e passeatas. Esse foi um tema unânime na coletiva de imprensa dada por representantes das oito centrais sindicais (CTB; CUT; Força Sindical; UST; CBDT; Conlutas; Nova Central e CGTB) que estiveram reunidas nesta sexta-feira (12), em São Paulo, para avaliar o Dia Nacional de Lutas realizado na quinta-feira (11).

 

 

Centrais sindicais avaliam dia 11 e fixam calendário de manifestações.

Desta vez, o Dia Nacional de Lutas reuniu centrais sindicais, partidos de esquerda, trabalhadores sem terra, estudantes e o movimento social em geral, organizados em torno de uma plataforma política única. 
Para a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) interessa ao movimento o avanço em um projeto progressista, que defenda a valorização do trabalho, a soberania da nação e a distribuição de renda. Para tanto, o presidente nacional da CTB, Wagner Gomes, avalia o resultado das manifestações como positivo. “Foi uma mobilização muito politizada. Nós tivemos mobilização no Brasil inteiro, nas capitais e também nas cidades do interior – que geralmente é mais difícil de ocorrer – mas o Dia Nacional de Lutas serviu também para dizer à população que temos uma pauta que inclui vários pontos daqueles divulgados nas passeatas de junho.” 
Segundo o dirigente sindical, além da divulgação das pautas das centrais, o movimento conseguiu abordar pautas que estão sendo discutidas com o governo. “Temos uma avaliação extremamente positiva do Dia, pois conseguimos divulgar as pautas das centrais sindicais, as quais estamos discutindo com o governo. Além disso, a parte econômica também foi referendada nos protestos.”
Para Wagner Gomes, o prazo máximo da expectativa de negociar com o governo será o dia 30 de agosto, data na qual irão chamar outra paralisação nacional. “Esperamos que o governo possa atender nossas reivindicações e se isso não ocorrer, vamos ver que tipos de medidas iremos adotar”, concluiu.
O dirigente nacional da CTB, Eduardo Navarro, que participou da reunião realizada pelas Centrais, informou que as entidades foram unânimes em avaliar que o dia 11 foi um dia vitorioso para a classe trabalhadora. “Primeiro que foi a maior manifestação dos últimos tempos, conseguimos mobilizar todos os estados que realizaram atos, passeatas, greves com uma pauta unificada, demostrando uma grande receptividade da classe trabalhadora”, ponderou.
Outro importante tema debatido na reunião das centrais, segundo Navarro, foi a perspectiva de manter e cobrar do governo que esteja em sintonia com a voz das ruas. E um dos temas importantes que estão em debate é o projeto de lei que implementa a Terceirização na lei trabalhista. “Vamos ampliar a pressão para o arquivamento da PL 4330 no Congresso Nacional”. Ainda no mês de agosto, no dia 6, haverá manifestações contrárias ao Projeto de Lei da Terceirização. Segundo Navarro, estes atos contra a terceirização ocorrerão em frente às sedes das entidades patronais estaduais e também em Brasília, nas sedes das entidades patronais nacionais.
O presidente da CUT, Vagner Freitas, também falou à imprensa e avaliou como muito positiva a paralisação do dia 11. “As Centrais Sindicais entendem que atingiram seus objetivos.  Houve muita participação dos trabalhadores. São Paulo e as demais capitais viveram ontem um dia de feriado – isso é verdadeiro.  Nós conseguimos dialogar com os trabalhadores mostrando a importância dos sindicatos e das Centrais Sindicais.  Nós achamos que é um momento importante, para o Congresso Nacional especialmente, e para o próprio governo atenderem a pauta de reivindicações.”
Sobre críticas da imprensa em relação à pouca adesão ao movimento, Vagner Freitas respondeu que o objetivo de quinta-feira (11) não era a paralisação de todos os trabalhadores. “Aquilo não era uma greve geral, e nunca foi isso. Eram atividades reivindicatórias com paralisações parciais, tanto que tinha ato marcado para meio-dia, duas horas da tarde. Ninguém faz ato meio-dia, duas horas da tarde. Então, obviamente, que o retorno foi em cima do que havia sido proposto”, explicou o sindicalista, que completou: “Agora, o que a grande mídia procura fazer é, mais uma vez, diminuir o movimento sindical, diminuir as Centrais Sindicais, desqualificar o movimento, porque tem interesses econômicos por trás disso. Afinal, eles são financiados pelos grandes empresários”.
Bandeiras Dentre as bandeiras levadas para as ruas estão as reivindicações pelo fim do fator previdenciário, a redução da jornada para 40h semanais (30h para a saúde), reforma agrária, o combate à terceirização, entre outras. Todas elas contidas na Agenda da Classe Trabalhadora, aclamada na 2ª Conclat (Conferência Nacional da Classe Trabalhadora), em junho de 2010.
Em várias cidades do Brasil, categorias de trabalhadores e setores sociais continuam fazendo mobilizações massivas. Petroleiros, bancários, metalúrgicos, professores e estudantes continuam se manifestando.
Da Redação,  em São Paulo

 

publicado originalmente em http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=218456&id_secao=1

 
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